Projeto encontros traz em sua primeira edição três shows sendo o primeiro
com as irmãs Joice Mara e Nina Fola
Release
Jóice Mara
Início da carreira em 1987
em bares noturnos como San Remo e Tudo é Brasil. Participação em
diversos discos das escolas de samba de Porto Alegre ainda na década de
oitenta. Participação em shows e como backing vocal em vários cds, tais
como de Marcelo Kará, 40 anos de Imperadores do Samba, Memórias do Morro
Maria da Conceição. Participação em duas edições do Festival de música
de Porto Alegre. Realizou Oficinas por 5 anos da Secretaria Municipal de
Cultura. Em 2002 fez parte do grupo de intérpretes do bloco Ilê Mulher e
do grupo Negras em Canto ao qual ainda faço parte. Em 2003 passou a
fazer parte do grupo de avaliadores da AECEPRS no quesito Harmonia.
Participação em 15 edições do tributo a Bedeu. Em 2017 realizou show em
comemoração aos seus 30 anos de carreira no teatro Bruno Kiefer. Em 2018
entrou para o Grupo Roda de Saia.
Nina Fola
Seu
primeiro trabalho profissional como cantora foi com 16 anos em 1989,
gravando jingles para a extinta Rádio Ipanema FM. Neste ano começou a
cantar em Festivais e ganhar prêmios como melhor intérprete e fez parte
da Banda Feijoada. Depois formou a Banda Afluentes com a qual começou a
fazer seu primeiro trabalho autoral, concorrendo em diversas edições do
Festival de Música de Porto Alegre, Festival da CUT que abriu o show de
Chico César em 2001. Cantou e tocou percussão durante dez anos no Coral
do CECUNE. Foi morar no Rio de Janeiro e lá formou-se percussionista
popular na Escola Villa Lobos e cantou e compôs com Lupper e integrou a
Banda Concepção Black. Cantou com Elza Soares, Zezé Motta, Gabriel Moura
(Farofa Carioca). Hoje é integrante da Banda AfroEntes, trabalho
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
CORTAR O TEMPO/
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...
Para você, Desejo o sonho realizado.
O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes...
e que eles possam te mover a cada minuto,
no rumo da sua FELICIDADE!!!"
domingo, 16 de fevereiro de 2014
EU TO VOLTANDO UHUUUUUU
Ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida
Comemos comida com a mão
E quando a polícia, doença,
distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba
De caber mais dor no coração
Mas não choramos à toa
Não choramos à toa
Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua catequisação
Falamos a sua língua
Mas não entendemos o seu sermão
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa
Aqui nesse barco
Ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectivas
Mas o vento nos dá a direção
A vida é que vai à deriva
É a nossa condução
Mas não seguimos à toa
Não seguimos à toa
Volte para o seu lar
Volte para lá
Volte para o seu lar
Volte para lá
EU TO VOLTANDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu Tô Voltando Pra Casa
"Não
há lugar como o lar,
Não há lugar como a nossa casa,
Casa de justiça,
Casa de igualdade,
Não há lugar como o lar"
Não há lugar como a nossa casa,
Casa de justiça,
Casa de igualdade,
Não há lugar como o lar"
Eu
gosto daqui, mas aqui não é o meu lugar
Eu gosto das praias e de ver ondas quebrar
Gosto do sol, da chuva e da garoa
Gosto das matas e de comida boa
Roupas elegantes me caem muito bem
Quero house confortável igual o bacana tem
Uma cama quentinha, me diz quem fica sem?
Gosto de crianças e sorriso de neném
Realmente esse mundo tem muito atrativo
É sempre muito bom um jantar com meus amigos
Também tem a gatinha, a namorada ou a esposa
Quanta coisa boa que a gente não enjoa
Estabilidade no emprego, cargo de confiança
Viagens pelo mundo, ver a torre Eiffel na França
Tudo aqui é muito loco, eu posso até admitir
Só que eu to saindo fora, meu lugar não é aqui
Eu gosto das praias e de ver ondas quebrar
Gosto do sol, da chuva e da garoa
Gosto das matas e de comida boa
Roupas elegantes me caem muito bem
Quero house confortável igual o bacana tem
Uma cama quentinha, me diz quem fica sem?
Gosto de crianças e sorriso de neném
Realmente esse mundo tem muito atrativo
É sempre muito bom um jantar com meus amigos
Também tem a gatinha, a namorada ou a esposa
Quanta coisa boa que a gente não enjoa
Estabilidade no emprego, cargo de confiança
Viagens pelo mundo, ver a torre Eiffel na França
Tudo aqui é muito loco, eu posso até admitir
Só que eu to saindo fora, meu lugar não é aqui
Eu tô
voltando pra casa, eu tô
Vou para os braços de Papai, teu filho pródigo voltou
Eu tô voltando pra casa, eu tô
Vou para os braços de meu Pai, o seio do meu Criador
Vou para os braços de Papai, teu filho pródigo voltou
Eu tô voltando pra casa, eu tô
Vou para os braços de meu Pai, o seio do meu Criador
Diamante
brilha muito, hipnotiza o "zói"
Mas não é pra qualquer um, é privilégio de boy
Nem todo mundo come bem ou se protege da chuva
Quanto mano tá descalço andando pela rua
Sem casa, sem teto, sem ajuda nenhuma
Come o que encontra, dorme onde dá
As roupas são as mesmas, usa até acabar
É no chão que vai deitar, se chover vai se molhar
Nada de viagens, de praias ou de sonhos
Coração vazio e olhos tristonhos
Sem emprego, sem justiça, não goza de confiança
Sem saúde, sem futuro pra esposa ou pras crianças
Cadê socialismo? Cadê o comunismo?
Que se dane o regime, vou de cristianismo
Isso aqui jaz no maligno, eu não vou me apegar
Uma hora eu saio fora, aqui não é meu lugar
Mas não é pra qualquer um, é privilégio de boy
Nem todo mundo come bem ou se protege da chuva
Quanto mano tá descalço andando pela rua
Sem casa, sem teto, sem ajuda nenhuma
Come o que encontra, dorme onde dá
As roupas são as mesmas, usa até acabar
É no chão que vai deitar, se chover vai se molhar
Nada de viagens, de praias ou de sonhos
Coração vazio e olhos tristonhos
Sem emprego, sem justiça, não goza de confiança
Sem saúde, sem futuro pra esposa ou pras crianças
Cadê socialismo? Cadê o comunismo?
Que se dane o regime, vou de cristianismo
Isso aqui jaz no maligno, eu não vou me apegar
Uma hora eu saio fora, aqui não é meu lugar
Eu tô
voltando pra casa, eu tô
Vou para os braços de Papai, teu filho pródigo voltou
Eu tô voltando pra casa, eu tô
Vou para os braços de meu Pai, o seio do meu Criador
Vou para os braços de Papai, teu filho pródigo voltou
Eu tô voltando pra casa, eu tô
Vou para os braços de meu Pai, o seio do meu Criador
A minha
nova casa é Jerusalém (Jerusalém)
Onde todo mundo passa bem, passa bem (Sem miséria)
Mansões celestiais serão a nossa nova morada (uôu)
A glória é maior na nossa segunda casa
Onde todo mundo passa bem, passa bem (Sem miséria)
Mansões celestiais serão a nossa nova morada (uôu)
A glória é maior na nossa segunda casa
Casa de
justiça é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou, é pra lá que eu vou
Casa de justiça é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou, é pra lá que eu vou
Casa de justiça é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou, é pra lá que eu vou
Eu tô
voltando pra casa eu tô, eu tô (Pois essa aqui não é a minha
casa)
Eu tô voltando pra casa eu tô, eu tô (Nesse lugar eu não me sinto em casa)
Por isso, eu tô voltando pra minha casa.
Eu tô voltando pra casa eu tô, eu tô (Nesse lugar eu não me sinto em casa)
Por isso, eu tô voltando pra minha casa.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Fã/ ASSIM É
ASSIM É
De Elisa Lucinda
No elevador do filho de Deus
No elevador do filho de Deus
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
Safena
Elisa Lucinda
Sabe o que é um coração amar ao máximo de seu sangue? Bater até o auge de seu baticum? Não, você não sabe de jeito nenhum. Agora chega. Reforma no meu peito! Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas aproximem-se! Rolos, rolas, tinta, tijolo comecem a obra! Por favor, mestre de Horas Tempo, meu fiel carpinteiro comece você primeiro passando verniz nos móveis e vamos tudo de novo do novo começo. Iansã, Oxum, Afrodite, Vênus e Nossa Senhora apertem os cintos Adeus ao sinto muito do meu jeito Pitos ventres pernas aticem as velas que lá vou de novo na solteirice exposta ao mar da mulatice à honra das novas uniões Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas Protejam as beiras lustrem as superfícies aspirem os tapetes Vai começar o banquete de amar de novo Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões Façam todos suas inscrições. Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate O homem que hoje me amar Encontrará outro lá dentro. Pois que o mate.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
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