sábado, 8 de fevereiro de 2014

EMBRIAGUES CULTURAL / SEGUNDO DIA





SEGUNDO DIA

EMBRIAGUES CULTURAL NO RIO DE JANEIRO


                         Manhã começa com um amigo me enviando uma mensagem da morte do querido Nico.
Fevereiro com cara de Agosto comento no face entre tantas postagens sobre os falecimentos de Giba Giba e Nico. Atrapalhada como de costume não acho o cartão da porta do quarto é já é cinco pras 10 e quanto mais eu procuro mais misturo tudo pelo quarto, (onde você lê misturo leia espalho ),, bati aporta e fui pro café né,rsrrs ,já ,pensando no mico que eu ia pagar ter de dizer pro recepcionista que eu não achava o cartão da porte e precisava de uma cópia .Tranquilidade , com minha cópia voltei para o quarto , banho e ?????tantã achei o outro cartão , tranquilidade eu disse.
                  Minha ideia é voltar nas igrejas que fotografei para tentar postar as fotos, mas no caminho eu entrei em ruas diferentes e continuei andando , e parai no caixa cultural vindo de um outro lado, adentrei, tinha ali três exposições em que eu iria beber muiiiiiiiiiiiito.
Comecemos por João Machado com a exposição “ Atlas” , sobre a relação do homem coma natureza sobre uma nova relação do homem com a natureza, assisti um vídeo do autor em uma reserva ,floresta mata fechada , mas um lugar lindo , com um rio que depois lendo o programa descobri que esse lugar é na região serrana do Rio, e o rio passa por baixo do ateliê a paisagem é bucólica , a impressão que se tem de sentir o cheiro da mata e o frescor do rio ali assistindo . Conforme ele mostra a natureza , escreve frases, como essas : “relação do homem livre com a natureza” ,O Tempo é a verdade do Homem” “ o Museu vivo, a natureza “. As suas obras , quadros que tem fotografia atlas geográficos de todos os tipos , mapas de cidades, de rios, de estados, países, no formato de crianças e de água ,suas esculturas são feitas de ossos gigantescos de baleias e ferro, “ A frieza do ferro atravessa os ossos de baleias centenárias ,é como o tempo impiedoso, que ora dilacera e ora sustenta, tal qual ruínas preste s a desmoronar “( João Machado).
               A segunda exposição A Hora da Razão de Nuno Ramos ,quadros com pinturas abstratas , mas não totalmente percebesse e identificasse formas , e no centro formas geométricas de vidro gigantescas com uma TV passando um clipe de um músico tocando e cantando encima desses blocos geométricos não sei direito se era um bloco de acrílico derretendo de maneira a escorres sobre a estrutura .
                 A terceira exposição ,onde a tontura desse inicio de bebedeira já dava seus sinais , se chama “ No Balanço da Rede “ maravilhosa , conta a história e a origem da rede , todos os tipos , as indígenas, as da colonia , as europeias ,as africanas, as bordadas , as pintadas , as escabeladas as redes eram chamadas as senhora dina do sono, ótimo isso ,perfeito , eu já queria me deitar , o difícil era escolher em qual me jogar ,pois me deu aquela malemolência, que a bebedeira da..
              Sigo meu caminho e me deparo com a Catedral metropolitana do Rio, imponente me parece ,por fora, vejamos la´dentro, suo imponência é só na sua arquitetura, como diriam os arquitetos e decoradores ela tem um pé direito muito alto , eu diria pé de gigante , com seus vitros coloridos em varias formas ,mas seu conteúdo suas imagens não são imponentes como de costume , tem uma escultura de São Francisco de ferro ,também gigante .
               N a noite tem portela, ,já estou a espera das gauchas professora Lisi e suas amigas, a rua do Hotel Mendes Sá abarrotada de gente os bares lotadíssimos , .nós pegamos o 355 e fomos a Madureira ,uma viajem que duraria 2hs durou 45minuto motorista e cobrador embriagados , e pior não sabiam dizer se o referido ônibus passava na Portela ,rsrsrsrr a meninas olhos arregalados eu e Lisi num papo sobre projetos sociais nem vimos os 45 minutos passas . ,fotos das meninas “in Portela “,confeço duas cervejas e eu já estava tonta , perdi o habito de beber ,voltei pra água e muito gelo,duas horas após eu já podia vir embora, mas as meninas queriam ficar ,mas valeu a emoção que senti quando Salgueiro fez seu show não sei dizer fui as lágimas lindo ,lindo ,valeu muito apena ,Ha preciso dizer sabe qual as duas principais diferenças que foram fortes para mim? A escola visitante ela faz um show como se estivesse na avenida ,mas não nos figurinos , não,não ,mas na empolgação ,no cantar , na garra ,aqui parece que os componente do grupo show estão morrendo , é triste inclusive ,tem um momento maravilhoso que é quando o casal de mestre sala e porta bandeira anfitriões trocam de pares com os convidados como um agradecimento a escolas visitante, bonito de mais de assistir , e a outra diferença , as pessoas que estão lá , para assistir ,curtir , elas dançam sem parar , sem se preocupar com nada , percebo em porto alegre que as pessoas ficam observando , pré julgando as escolas convidadas ,triste.Voltamos pra casa as 5h 30 minutos , chegando no hotel as 6hs 30. Bom dia e até mais tarde  

2 comentários:

  1. Gosto da maneira que escreves. Gosto da descrição das paisagens, das pessoas, dos objetos que te observam, e deixam ser observados; é uma bela troca, é como se tu estivesse criando espaços de sociabilidade onde vemos e somos vistos, observamos e somos observados, contudo, o que mais fica nítido em teus escritos são as pessoas que criam aquilo que chamamos de Cultura", conceito que muitos definem como "uma história própria, que se desenvolve de forma particular e não pode ser julgada a partir da história de outras culturas". Gosto dessa definição de Franz Boas, porque trás em seu cerne a ciência História como ponto de partida para entendermos porque um grupo se manifesta diferente de outro, ou seja, é sua História que aflora e os faz agir assim ou assado,e, nada é diferente aqui no sul ou no sudeste, temos nossas histórias que nos caracterizam como "diferentes", isso é errado?, não sei, mas diferente é, e, acredito que devemos aprofundar idéias para resolvermos essa proposta de embriagues que te faço. Continue assim, escreva sempre, e levarás a muitos a possibilidade de pensar e até um dia sentar frente ao computador e escrever. Ops! Veja como a Cultura é dinâmica, em outros tempos eu diria "pegar na caneta e escrever", os tempos mudam e a Cultura também. Não deixe de escrever, por favor, continues assim.
    Guta Pedroso.

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